terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Parto Humanizado!!!
segunda-feira, 9 de março de 2009
Campanha pró-parto normal
O parto normal que hoje em dia, infelizmente, não é mais normal e sim mais raro, pois por escolha das mães ou dos médicos, acabam preferindo fazer uma cirurgia que demora mais para a mãe se recuperar que é a cesariana. Esse tipo de procedimento deveria ser apenas em casos de emergência quando a mãe ou o bebê correm perigo de vida. Mas muitos médicos para não terem compromissos no final de semana ou mães que querem ter o filho com dia e hora marcada ou por falta de orientação acabam fazendo a cirurgia.
Meu primeiro filho nasceu de parto normal e se tudo der certo meu segundo filho que nascerá até abril também. Não sou xiita, como costumo comentar com minhas amigas. Caso seja necessário, farei uma cesariana, mas tenho me preparado para o parto normal. Faço exercícios específicos para a hora do parto com uma fisioterapeuta com qualificação para esse trabalho tão magnífico que é a hora de parir uma nova vida.
A dor faz parte do processo, normalmente é mais forte perto do trabalho de parto, algumas mulheres sofrem por até dois dias, depois que a criança nasce à recuperação é muito melhor que a cesárea, que pode não ter muito sofrimento antes, mas o incomodo depois é muito grande!!! Também existe o caso de mães que ganham tão rápido que não chegam a sentir nada. Cada nascimento, cada parto, cada criança é diferente!
Infelizmente aqui em Santa Maria, até onde eu sei, não existem salas chamadas humanizadas para o parto normal e clínicas especializadas em preparar as mães para o parto normal e os pais para esse momento. Eu dei sorte de encontrar uma fisioterapeuta para me ajudar no processo e também na Universidade Federal de Santa Maria no setor de Fisioterapia tem o serviço de Preparação para o parto. Na minha outra gestação participei e meu parto deu tudo certo o que em parte agradeço ao trabalho e orientação das profissionais da universidade. Claro que ter um ginecologista que também te oriente e seja parceiro nessa hora ajuda muito, respeitando o teu desejo e fazendo de tudo para corra tudo bem, independente de ser durante a semana, de noite ou final de semana!
Como terapeuta floral e ter participado de outros tipos de terapia sei o quanto é importante o momento da gestação e do nascimento na vida das pessoas. Influencia muitos dos comportamentos e emoções que as pessoas tem ao longo da vida e não recordam de onde vem esses sentimentos por não recordarem que vem desde o ventre materno. Muito do que a mãe sente e vive passa para o filho. Por mais preparada que seja a mãe, ela muitas vezes tem receios, medos, vive situações que a abalam e isso o feto pode absorver.
Carregar uma vida dentro de si é um privilégio. Sentir um ser se desenvolver e ter o orgulho de algum tempo depois te chamar de mãe. É tudo de bom!!!
O que peço as mães é que pesquisem, se informem mais. Caso irem a um médico que mal te olha e já diz que não tem condições de fazer um parto normal por ser muito nova, muito velha, o corpo muito pequeno, ... Não caia nessa conversa, tenho amigas que passaram por essa situação e procuraram outro médico e tiveram seus filhos com parto normal sem problemas.
Na internet têm muitas informações sobre o assunto inclusive vídeos de parto normal. Em outras postagens desse blog pode encontrar livros indicados sobre o assunto (procure em postagens – maternidade). No link abaixo tem cenas de partos normais inclusive de gêmeos.
http://www.xalmer.com/blog/?p=714 (de 13 Fev 09 às 21h19min).
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Campanha pró parto normal

Queridas futuras mamães, queria fazer um apelo com relação ao tipo de parto. Descobri que a maioria das futuras mães preferem o parto cesária. Como serei mãe de segunda viagem, sendo o parto do meu primeiro filho normal e do segundo pretendo que seja também. Digo e afirmo que apesar das dores sentidas (receio de muitas mães), é só um dia! O parto normal é mais saudável para a mãe e para o bebê.
Coloco-me a disposição para falar da minha experiência (andrelis.2@gmail.com). Pois mesmo com uma certa dificuldade no parto, por ter feito preparação para o mesmo, correu tudo bem!
Fazer preparação para o parto ajuda muito! Aqui em Santa Maria é feito gratuitamente no Setor de Fisioterapia da UFSM, saiba mais informações pelo (55) 3220.8178.
Abaixo uma reportagem do Ministério da Saúde a respeito do assunto:
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que o Brasil vive uma epidemia de cesarianas. A afirmação foi feita hoje (06), durante o lançamento da Campanha de Incentivo ao Parto Normal, em Brasília (DF). Temporão revelou que cada vez mais os casais têm a ilusão de que com o parto cesárea estarão simplificando o processo e de que ele é indolor e mais seguro. "Nós sabemos que o parto cesárea não indicado adequadamente pode gerar sérios problemas de saúde ao bebê e à mãe além de atrasar e interferir no processo de aleitamento materno, que é fundamental para a saúde do bebê", afirmou.
Levantamento encomendado pelo Ministério da Saúde demonstra que a cesariana já representa 43% dos partos realizados no Brasil no setor público e no privado. Analisando apenas as mulheres que utilizam planos de saúde, esse percentual é ainda maior, chega a 80%. No Sistema Único de Saúde, as cesáreas somam 26% do total de partos. Os dados são de 2006. O parto normal é o mais seguro tanto para a mãe quanto para o bebê. De acordo com a recomendação da Organização Mundial da Saúde, as cirurgias deveriam corresponder a, no máximo, 15% dos partos. O ministro disse que a meta do país é se aproximar ainda mais da meta da OMS.
A campanha começa a ser veiculada no dia das mães, no próximo domingo (11) e contará com a distribuição de folderes, cartazes, filmes para TV e gravações para as rádios com mensagens sobre o processo do parto normal e a sua importância. Os materiais contribuem, ainda, para esclarecer às futuras mamães que tudo tem o tempo certo e que o bebê também tem seu tempo para nascer.
"A cesariana tem indicações técnico científicas, se constitui em avanço da ciência para as situações de risco para a mãe e/ou bebê, mas tem sido comum a cirurgia ser marcada desnecessariamente, sem uma indicação precisa, o que aumenta as chances de complicações e morte para ambos", alerta o médico Adson França, diretor do Departamento de Ações Estratégicas do Ministério da Saúde.
Os estados da região Sudeste registram os índices mais elevados de cesariana, totalizando 52% do número total de partos. A região Norte, por outro lado, registra os menores percentuais: 35%.
"No Sudeste, o modelo de atenção obstétrica vigente, com maior valorização do parto operatório está mais consolidado. Essa também é a região onde as escolas médicas tiveram papel preponderante de disseminação desse modelo. Na região Norte há um maior número de partos normais", comenta a coordenadora da área técnica de saúde da mulher, Regina Viola. No Amapá a prevalência de partos normais é de 75%.
A alta prevalência das cesáreas leva a uma série de prejuízos: para o bebê, para a mãe e para a gestão dos serviços de saúde. Estudos demonstram que fetos nascidos entre 36 e 38 semanas, antes do período normal de gestação (40 semanas) têm 120 vezes mais chances de desenvolver problemas respiratórios agudos e, em conseqüência, acabam precisando de internação em unidades de cuidados intermediários ou mesmo UTI Neonatal. Além disso, no parto cirúrgico há uma separação abrupta e precoce entre mãe e filho, num momento primordial para o estabelecimento de vínculo.
Para as mães, o parto cirúrgico apresenta mais chances de hemorragia, infecção no pós-parto e uma recuperação mais difícil, além de determinar custos mais elevados e desnecessários para a saúde pública e privada. "Por essas e outras razões, queremos incentivar as mulheres a reivindicar o direito de dar à luz por meio do parto normal, com autonomia, humanização no seu acompanhamento e segurança", afirma Adson França.
Um dos aspectos já identificados pelo ministério como causa para o aumento das cesáreas é o menor tempo de assistência médica necessária, em relação ao parto normal. Por isso, a campanha também sensibilizará os profissionais de saúde, as universidades e conta com o apoio das entidades médicas e científicas.
A falta de informação entre as mulheres também seria outro agravante, pois faz com que elas não participem dessa escolha e, mesmo que num primeiro momento expressem a vontade do parto normal (70%, segundo pesquisas recentes/MS), no decorrer do trabalho de parto, são convencidas por um ou outro motivo a aceitar o parto cirúrgico. Em várias situações ocorre o desrespeito ao protagonismo feminino, prevalecendo convicções pessoais do profissional assistente, nem sempre baseadas nas melhores evidências científicas.
O Ministério da Saúde também esclarece que cesáreas anteriores, gestação de gêmeos e fetos grandes não determinam, por si só, a indicação do parto cirúrgico.
Informe-se sobre o 'MAIS SAÚDE' acessando o hotsite do programa. Clique aqui
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0800 61 1997 ou 61 3315-2425
Atendimento à Imprensa
(61) 3315-3580 ou 3315-2351
Fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/noticias_detalhe.cfm?co_seq_noticia=46757
