Mostrando postagens com marcador Comunicação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comunicação. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de julho de 2026

Escuta Ativa

 

Escuta Ativa

 

Já parou para pensar que existe uma diferença entre ouvir e escutar. Embora possa se ter a ideia que é a mesma coisa, só que não é.

Ouvir é um fenômeno físico, e não necessariamente a pessoa retém alguma informação. Já a escuta pode ser um processo seletivo do que se escuta e guarda de informação.

Escutar também tem seus vários níveis. Pode-se num primeiro momento só estar interessado no que se quer falar, então não presta atenção no que o outro diz – só ouve, mas não escuta.

Existe um outro nível de escuta em que se tem uma interação, você escuta para responder, essa é uma boa forma quando se está conhecendo alguém e quer ver que pontos tem em comum para conversar a respeito.

Num nível mais profundo temos a chamada escuta ativa. Onde quem ouve está ali para escutar sem ficar pensando em respostas ou julgando a fala da outra pessoa. Simplesmente estar presente. Quem quer ser escutado pode perceber a atenção especial do outro através da observação das seguintes ações:

-  Silêncio respeitoso;

- Postura corporal: Ficar sentado de frente ou de lado na ideia de ombrear. Como se quisesse transmitir a ideia estou aqui do seu lado, pode falar à vontade;

- Parafrasear: demonstrando que está entendendo o que está sendo dito;

- Fazer perguntas abertas para estimular a aprofundar o assunto: como, o que?

Muitas vezes, quem escuta também precisa cuidar a linguagem não verbal, o corpo fala e pode dizer muitas coisas. Para isso, é preciso treino para essa percepção mais acurada.

Escutar é um ato de carinho e cuidado. Quando as pessoas percebem que são escutadas é um dos primeiros passos para se sentirem respeitadas. Essa ação tem o poder de diluir conflitos. A escuta ativa, desta forma, ajuda a florescer a conexão saudável entre as pessoas.


Andrea Leandro

Terapeuta Floral Sistêmica




Participação presencial transmitida pelo Instagram:

https://www.instagram.com/p/DbYWK3LAHZb/

terça-feira, 7 de abril de 2026

Respeito


 Respeito

     Respeito tem sua origem no latim respectus que significa consideração, atenção. Respeito é uma atitude que queremos muitos que os outros tenham com a gente. Mas te pergunto você tem atitudes respeitosas no dia a dia?

A atitude de respeito está conectada muitas outras palavras importantes como liberdade, amor e afeto, só para citar alguns exemplos. Eu acredito que a minha liberdade vai até onde começa do outro. Então, um exemplo, de usar de forma desrespeitosa a liberdade é colocar o som alto, seja em casa, numa academia ou na rua. Pode ser agradável para quem colocou o som alto, mas para as outras pessoas ao redor talvez não, então é uma ação de falta de respeito com o outro.

Muitas das ações de falta de respeito estão ligada a forma como nos comunicamos com as pessoas e também em pequenas ações no dia a dia, por exemplo:

- Uso do celular: estar num evento ou numa sala de espera ou sala de aula e usar o celular ou deixar notificações e sons de vídeos em volume audível para quem está junto.

- Numa cerimônia enquanto o apresentador está falando algo em tom solene, algumas pessoas ficarem conversando e tirando a atenção do momento especial.

- Quando se refere a outra pessoa utilizando rótulos como se fossem apelidos que são desrespeitosos como: burro, esquecido, idiota, etc.

Uma comunicação empática conecta as pessoas, mas isso não quer dizer só na forma direta de falar, mas em ações subjacentes. Então, preste atenção no seu dia a dia se está sendo respeitoso com as pessoas ao seu redor. Exigir respeito é fácil, agir com respeito exige cuidado e atenção. Então, que tal olhar as pessoas ao seu redor com mais amor e afeto. Essa ação pode transformar o mundo.


Andrea Leandro

Terapeuta Integrativa

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Educação

 

Educação

      Gosto muito do proverbio africano: “É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”. Ele demonstra o valor da educação. É que toda a comunidade faz parte. Somos exemplo e responsáveis pela educação de nossas crianças. Um eterno cuidado para o bem-estar da infância. É nela que é cultivado o futuro adulto.

A comunidade escolar é muito importante. Os detalhes fazem toda a diferença. As crianças se espelham nas nossas atitudes. O exemplo que faz a diferença. Isso vale para a família em casa, para as pessoas que trabalham na escola e a comunidade que a criança está inserida.

Queremos que as crianças se sintam acolhidas e seguras, por isso todos são importantes. A educação não se faz apenas de materiais específicas ensinadas em sala de aula como português, matemática ou história. Como as pessoas se relacionam reflete em como são capazes de negociar e lidar com os mais diferentes desafios da vida. Esse aprendizado não é só em sala de aula. Então, como está contribuindo com a educação das crianças da sua convivência?

A forma como nos comunicamos influencia e muito na capacidade de absorver informações e nos relacionamentos. A Comunicação Não Violenta criada pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg veio alertar da importância da empatia ao nos racionarmos com os outros e com agente mesmo.

Reclamamos que as pessoas e muitas crianças passam conectadas em eletrônicos e desconectas dos relacionamentos fora das telas.

Que tal observar como você age no mundo e na medida do possível vai se apropriando de novos saberes e o principalmente em como está zelando pelas crianças da sua comunidade?

Educação formal e educação emocional deveriam andar lado a lado para que o aprendizado possa fazer uma grande diferença na vida da criança. Assim, os relacionamentos seriam menos traumáticos e as pessoas poderiam se conectar de uma forma mais saudável contribuindo para uma sociedade mais integrada e que zela pelo bem-estar de todos.

Andrea Leandro

Terapeuta Integrativa

terça-feira, 22 de abril de 2025

Elogiar ou não elogiar, eis a questão!

 


Elogiar ou não elogiar, eis a questão!

 

Educação é um desafio constante tantos para pais quanto para professores. Mesmo hoje com tanta disponibilidade de conhecimento, muitas vezes não sabemos como agir.

Várias dúvidas surgem ao longo do caminho. Por exemplo: elogiar ou não elogiar? Vamos destrinchar a ideia. Quando elogiamos por elogiar a criança pode querer sempre dar o melhor para sempre buscar um elogio. Mas nem sempre ela vai conseguir ser o destaque, o que pode gerar muita frustração ou não querer fazer mais quando erra e não recebe um elogio ou se cobrar demais e isso acabar em algum tipo de obsessão por perfeição.

Quando elogiar seja específico daquilo que gostou. Num desenho que seu filho fez: fale das cores escolhidas, de algum detalhe que chamou atenção. Para ele terá muito mais valor do que só ouvir que o desenho é bonito.

Assim como temos os elogios das ações, temos da aparência e atitudes. Daí entramos noutro detalhe que são os apelidos ou rótulos que colocamos nas crianças. É preciso ter muito cuidado, pois quando apelidamos alguém pode ser como se você congelasse a pessoa com aquele adjetivo. Por exemplo: preguiçoso, chato ou mesmo num elogio. Fulano é bonito, Ciclana é organizada. São ótimos elogios. Mas seja pontual.

- Quando entro no quarto de Ciclana vejo que está organizado.

- Fulano abre um sorriso bonito quando está satisfeito com suas tarefas.

Quando somos pontuais ajudamos a todos a se autoperceberem.

Apelidos são legais quando a pessoa que recebe o apelido também gosta. Mesmo assim, é preciso cuidado. Chamar uma menina de princesa pode ser encantador para um pai. O efeito nela pode ser diverso. Ela se sentir amada ou se sentir uma tirana que pode tudo com os pais por ser a princesa da casa ou no caso de um menino se sentir o rei do pedaço e desrespeitarem a todos.

Tudo fica embasado nos laços construídos no lar. Respeito com afeto é a chave para uma conexão saudável. Palavras tem poder então observe como está usando as suas.


Andrea Leandro

Terapeuta Integrativa


terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

A carta

 

A carta

 

Quem já recebeu carta pelo correio sabe da alegria desse momento. Seja de parentes ou amigos a expectativa e a emoção de ler e reler as palavras escritas não tem preço.

O costume de escrever carta se perdeu. Hoje em dia nem cartão de datas comemorativas se manda pelo correio. As mensagens são enviadas de forma online seja por whatsapp ou alguma rede social. Acredito que o carinho não se perdeu nestas mensagens.

Eu pessoalmente ainda guardo as cartas recebidas das amigas e de parentes que enviaram no período que morávamos em outra cidade. Já teve vezes que reli. E isso foi uma viagem muito gostosa ao passado.

Então, gostaria de fazer uma proposta. Escolha um amigo ou parente e escreva uma carta de próprio punha e envie. Conte uma novidade, relembre algum momento especial, se quiser pode até imprimir uma foto e enviar junto. Acredito que além de nostálgico pode ser muito divertido. Lembre-se que precisa ter envelope e selo.

Depois se quiser pode me contar a reação do amigo ao receber sua carta. Faça surpresa ou conte para a pessoa ficar na expectativa gostosa de receber a correspondência.

Escrever de próprio punho é um momento muito especial. Precisa pensar antes de escrever, coloca toda sua energia ao empunhar a caneta. Pode desenhar, enfeitar à vontade. Ter palavras escritas já fará muito diferença. Coloque a cidade, data, e todos os detalhes que tornam esse pedaço de papel especial. Será uma memória muito querida que a pessoa que receber terá.

Um grande abraço! Assim encerro este artigo na esperança que muitas cartas carinhosas sejam escritas!


Andrea Leandro

Terapeuta Integrativa


terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Live: Comunicação Não Violenta para adolescentes

 


Convidamos todos para a Live no Instagram - Comunicação Não Violenta para Adolescentes no dia 04 Fev 25 às 20h (terça-feira).
Será um bate-papo entre o autor @jefersoncappellari e a colaboradora no livro @aandrealeandro

Vamos falar sobre o lançamento do livro: Comunicação Não Violenta para Adolescentes - Programa Girafês Teens.


O livro já teve a primeira impressão esgotada. Para adquirir você pode entrar na lista de espera:



quarta-feira, 4 de maio de 2016

Como falar para seu filho ouvir e como ouvir para seu filho falar (livro)



Como falar para seu filho ouvir e como ouvir para seu filho falar (livro)

O livro: “Como falar para seu filho ouvir e como ouvir para seu filho falar” das autoras Adele Faber e Elaine Mazlish, da editora Summus. Traz uma abordagem respeitosa para lidarmos com nossas crianças. Mostrando que com diálogo e exemplo podemos nos comunicar com as crianças num processo educativo mais eficaz e bem prático. Possui inúmeros exemplos e demonstração em quadrinhos das diversas situações comuns no processo educativo.

É um livro que indico ter de cabeceira para pais e educadores. Nem sempre temos uma boa base para educarmos nossos filhos. É algo que vamos aprendendo, recordando da nossa própria infância e do nosso próprio jeito de ser. Muitas vezes recheado de medos e receios e na tentativa de acertar acabamos complicando tudo e o estresse se instala. Sem paciência e boa vontade os pais se frustram e não sabem mais o que fazer para se aproximar do seu filho.

É bom ter em mente a importância que temos na formação de uma criança. O qual essencial é a forma como é educada e o amor que recebe. Esse livro demonstra de forma prática como podemos lidar com diversas situações e a partir dos exemplos dados ter uma ideia de como lidar, por exemplo:

 - As crianças precisam ter seus sentimentos aceitos e respeitados. Ajude ela esclarecer o que está sentindo. Ex.: Isso parece frustrante.

- Incentivar a colaboração de uma criança: Descreva o que você vê ou o problema. Ex: toalha molhada em cima da cama.

- Em vez de castigar: Expresse vigorosamente seus sentimentos (sem atacar o caráter).

- Incentivar a autonomia da criança: não faça muitas perguntas bem como não se apresse a dar respostas.

- Elogio e auto-estima: Em vez de avaliar, descreva.


O livro tem muito mais sugestões de ações. Acima apenas uma pequena degustação. No próprio livro é dito: “Mudar atitudes é como aprender uma nova linguagem”. Precisamos sair do automático. Tomar consciente de nossas próprias atitudes. Acredito no processo não só nossos filhos saem ganhando. Nós também. O reflexo da mudança será no convívio familiar, social e até no trabalho. Numa espiral positiva de bons exemplos, atitudes e comportamentos. Respeito e amor serão a base de tudo.

Andrea dos Santos Leandro
Consultora em Harmonização de Espaços