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terça-feira, 28 de outubro de 2025

Arquétipos e fantasias

 

Arquétipos e fantasias

 

Neste período do ano as lojas de festas e fantasias fazem a festa. Suas vendas aumentam tendo em vista a grande quantidade de festas a fantasia pelo período do Halloween ou Dia das Bruxas. Polêmicas a parte sobre a validade da data, uma das questões é sobre esse momento lúdico de poder sair um pouco do mundo real e entrar para a fantasia.

No Brasil, que é minha realidade, em dois períodos do ano o pessoal se permite usar fantasias. No carnaval e para as festas de Halloween. Chamo de momento lúdico, pois é um período que permitimos que nossa criança interior se divirta ao entrar na brincadeira da fantasia e por alguns instantes poder se identificar com aquele personagem e viver aquele faz-de-conta ou sonho.

Seja o arquétipo personificando um herói, inimigo, o bem, o mal, personagem de filme ou desenho preferido. É simplesmente um momento de sair da realidade. De brincar e se divertir. Para muitos é só isso, sair do seu papel do dia a dia e se libertar.

Algumas pessoas se identificam com os personagens que se fantasiam. É um momento de poder viver essa energia. Para outros é só diversão, sem significado nenhum ou uma provocação, por assim dizer, por escolher um personagem que nos causaria medo ou outras reações.

Com as crianças e adolescentes podemos conversar e saber por que escolheram aquele personagem especificamente. Talvez se surpreenda com as respostas. Pode ser um momento de conexão. Apenas, recomendo que converse sem preconceitos. Um mesmo símbolo ou personagem pode ter significados dependendo da cultura e país. Tenha a mente aberta antes de dialogar sobre o tema com seus filhos, alunos e amigos.

Por exemplo, Bruxa já foi considerado mulher má, hoje em dia, com mais clareza e coerência, já se tem outros significados como mulher sábia, que entende dos elementos da natureza para o bem da humanidade. Cada um tem o seu entendimento. Para mim, esse tem mais lógica. E para você?

 Andrea Leandro

Terapeuta Integrativa

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Dosagens na Vida

 

Dosagens na vida

 

Excesso e falta são duas medidas que geralmente não fazem bem, seja numa ação ou alimentação, por exemplo. Achar a medida certa nem sempre é fácil. Mas com observação e auto-observação seja mais fácil descobrir.

Existem substâncias medicamentosas que dependendo da medida podem virar veneno ou remédio. Assim, podemos dizer que são nossas palavras, não só a quantidade do que é dito, mas a forma. Uma simples frase pode magoar tanto a outra pessoa que para ela soara como veneno, e às vezes um gesto, como um abraço pode ser um remédio.

A comunicação ainda tem uma dosagem a mais nessa medida, pois não é só o que é falado que conta, mas nossa expressão corporal que pode até falar mais alto. Simule uma conversa acalorada na frente do espelho e perceberá suas expressões, imagine o que passa na mente do outro quando vê.

Nessas horas quando a dosagem de ação está muito alta, um afastamento higiênico, para se acalmar e voltar para uma dosagem mais saudável seja necessária para retornar a harmonia.

Assim, também é na alimentação, comer demais pode dar indigestão e de menos inanição. Que tal, repensar as dosagens da vida como: significa (+) mais (-) menos

+ meditação – medicação

+ diálogo – gritos

+ pé na terra/grama – piso calçado

+ abraços – discussão

Ações dosadas com cautela levam a mais conexão e satisfação e a menos frustração e descontentamento. Repense suas atitudes e perceba o que está vivo dentro de você. Para que a paz interior possa te conectar de forma saudável com as pessoas ao seu redor. É preciso praticar, quanto mais exercita, mais fácil fica de fazer: Treino Traz Traquejo (expressão que uso em minhas aulas, fica a sugestão).

Lembre-se se é para ter uma atitude, por que não ser algo que te conecte com a outra pessoa ao invés de algo que te afaste cada vez mais? O segredo pode estar na dosagem de ação.


Para saber mais sobre as Oficinas do Meditando com a Gurizada (para mudança de hábito saudável para a gurizada) acesse:

https://meditandocomagurizada.blogspot.com/2024/02/oficina-meditando-com-gurizada-em-2024.html


Andrea Leandro

Harmonização de Espaços

 


terça-feira, 8 de agosto de 2023

Conexão que encanta

 


Conexão que encanta

 

Quando me conecto com meus talentos consigo ser eu mesma e agir da melhor forma em qualquer área da vida.

Usando o exemplo do educador que precisa preparar a aula e depois no momento de transmitir seus conhecimentos necessita lidar com o desafio de educandos que muitas vezes estão desmotivados por diversas razões ou que se distraem com muita facilidade deixando o educador frustrado com o seu trabalho.

Nesses momentos é preciso criar uma conexão com os educandos para o fluxo de aprendizagem possa acontecer e ele aprender e o educador transmitir os conhecimentos que com tanto carinho preparou.

Ter pequenas pausas regulares na aula podem evitar que surjam momentos de desinteresse. Podem ser atividades laborais, meditações, exercícios respiratórios, ginástica cerebral. O educador que tiver um manancial de ferramentas para seu auxílio pode usar a que melhor lhe prover.

Porém, ele precisa praticar antes para usar com melhor desempenho. Usar desses recursos não só beneficia ao educando, mas também ao educador. Ambos, nesse momento trabalham a regulação emocional.

Com essas ações ganhasse tempo, ao invés de se perder muito tempo chamando atenção dos que estão por ventura distraídos ou perturbando o ambiente.

Aprendendo desde cedo formas de se acalmar e reconectar com seus educandos também reflete nos outros relacionamentos. Todos ganham. Assim, cria-se uma conexão que encanta usando seus melhores talentos e o poder da calma para melhorar o ambiente.

No workshop: Meditando com a Gurizada voltado para educadores, ensino ferramentas que ajudam nesse processo, acesse para saber mais:

https://meditandocomagurizada.blogspot.com/2023/05/oficina-meditando-com-gurizada-para.html

Andrea Leandro

Harmonização de Espaços

terça-feira, 9 de junho de 2020

Mais conexão saudável



Mais conexão saudável

Pessoal, estamos precisando mais de conexão do que discussão. O que vocês gostariam se pudessem escolher?

Todos temos pontos de vista. Uns discordantes outros concordantes. O que nos torna únicos. Com nossas características especiais. Portanto, dentro de um lar ou local de trabalho é compreensível que as pessoas pensem de forma diferente. A diferença está na forma como atuam perante divergências.

Em tempos de confinamento os ânimos tendem a se exceder e o que era uma pequena discordância pode se tornar uma guerra de posições. Onde um acredita nisso e o outro naquilo e sem conexão saudável acaba virando uma discussão sem tamanho. Onde a comunicação verbal e não-verbal se tornam desagradáveis para ambos os lados.

Quando for conversar com alguém no seu lar ou ambiente de trabalho quem sabe o diálogo possa ser mais ou menos assim:

- Podemos discordar de opinião. Estou aqui para te ouvir. Pode falar à vontade. Depois, quando for possível você pode me ouvir também?

Com a conversa acima se abre espaço para uma conexão saudável e de qualidade. Sem imposição de ideias.

Outra forma é encontrar algo em comum para dialogar e se entender. As pessoas tem entendimentos diferentes, fruto da sua educação, cultura e modelos mentais que foram formatados ao longo de toda uma vida. Mudar isso, necessita de muita boa vontade e abertura de caminhos saudáveis para a convivência. Alguém precisa dar o primeiro passo. Quem sabe seja você. Aceita o convite?

Manter a calma ao dialogar com alguém que pensa diferente é um exercício. Então aí vai uma sugestão de frase para mentalizar e repetir para si mesmo: “Prefiro a paz de bem me relacionar do que brigar por algo que difere da minha opinião.”

Respire devagar ao repetir mentalmente a frase acima e reflita: A riqueza interior de cada um deveria somar nas relações e não dividir.

Andrea dos Santos Leandro
Harmonização de Espaços


quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Combinados da casa



Os combinados da casa

O jeito como lidamos com as situações podem transformá-las em momentos de pura conexão ou de desgosto e afastamento. Que tal começar em casa mudar a maneira de lidar com as situações. E depois pode levar para seu ambiente de trabalho. Acredito que fará uma enorme diferença. Lembre-se sua casa pode ser um grande laboratório de transformação.

Ao invés de chamar de as regras da casa use palavras mais amigáveis como – Os combinados da casa. Onde ambas as partes envolvidas opinam e ajudam a criar as regras, digo combinados. Claro que dependendo da maturidade das crianças é preciso ajudá-las e adaptar as suas necessidades. Dê opções que sejam validas para os pais e para as crianças. Por exemplo:

- Hora de dormir: caso a criança seja resistente. Torne o momento mais agradável. Mesmo que o seu dia seja cheio, às vezes esse é o seu único momento com a criança. Então, torne especial. Dê opções – ler uma história, fazer um exercício respiratório de forma divertida, tomar um leito morno juntos etc. Cada criança é única observe a sua e veja o que para ela é mais eficiente.

- A energia precisa circular pelo ambiente para ele ser mais saudável. Então, bagunça em excesso pode ser desagradável aos olhos e desgastante ter que arrumar toda hora. Então, tenha um espaço na casa para a criança brincar à vontade e tenha nichos e caixas para ela guardar seus brinquedos. Nada melhor que cada coisa ter sua “casinha” para voltar após o uso.

- Monte com seu filho um quadro de atividades. Não exagere nas obrigações. Na medida que crescem podem receber mais tarefas de acordo sua idade. Faça bem colorido com desenhos e seu filho também dando sugestões. Com momentos de brincar, descansar, estudar, ajudar nas tarefas etc.

Procure manter um tom de voz calmo e um sorriso no rosto e o momento de negociação, digo dos combinados se torna mais amistoso. Outra dica preciosa é quando o que foi acertado não é cumprido não usar de punições. Dialogue. Volte ao quadro de tarefas, mostre o que foi combinado. E pergunte: - na próxima vez o que é para fazer? Deixe a criança responder. Assim, ela vai aprendendo a ter responsabilidade. E você adulto saiba com crianças é preciso repetir, repetir e repetir e com o tempo o cérebro absorve a nova rotina. Isso não acontece do dia para noite. Lembre-se que agir com afeto e autoridade torna qualquer atividade mais agradável e fluida. Adapte isso ao seu ambiente de trabalho e com certeza os relacionamentos terão conexões mais saudáveis. E o clima de paz será mais constante.

Andrea dos Santos Leandro
Harmonização de Espaços


quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Janela da Disciplina Social


Janela da Disciplina Social

A primeira vez que vi a janela de disciplina social foi numa palestra online da Isa Minatel, pouco tempo depois descobri que é referenciada nas Práticas Restaurativas. Então resolvi fazer a minha leitura misturando ambas visões e informações já estudadas pelo assunto para tratar desse tema tão importante. De como nos conectamos e o quanto essas interações influenciam nos relacionamentos.

A qualidade dos relacionamentos seja em casa ou na escola ou em qualquer local depende muito como são conduzidas e o afeto envolvido. Numa versão da Janela Social da Disciplina, podemos observar no gráfico como se destacam as relações entre as pessoas de acordo com o enfoque na forma de como se relacionam. Essas maneiras de conviver podem em geral levar a 4 tipos de relacionamentos: autoritário, negligente, permissivo ou ao que considero ideal com conexão saudável. Vejamos um pouco mais em detalhes cada um:

Autoritarismo: excesso de condução, exerce de controle o tempo todo. Na maioria das vezes, sem nenhuma demonstração de afeto. Pode até existir, mas não é mostrado. Quando a criança é conduzida o tempo todo assim pode ser prejudicial para o seu desenvolvimento. Tornando-se muitas vezes submissa ou no outro extremo revoltada. É uma relação punitiva.

Negligência: Praticamente sem condução e afeto. Infelizmente quando não se tem nenhum cuidado com a criança ou os relacionamentos. Não se dá amor nem afeto. Criança largada ao seu próprio destino. Gera uma relação de carência.

Permissividade: Pais sem noção. criança faz tudo o que quer, a vontade dela é sempre satisfeita. Os pais não tem nenhuma autoridade. Portanto, uma criança sem nenhum tipo de disciplina. Podendo gerar uma criança tirana. Que não respeita nada nem ninguém.

Conexão Saudável: autoridade com respeito, gentileza, carinho e firmeza. Conduzir a criança com ponderação e apoio. Conversar sem humilhar. Onde o respeito é conquistado e não imposto. As crianças precisam de autoridade para se sentirem seguras e ter disciplina. Quando essa autoridade é harmoniosa com afeto e apoio se alcança o ponto da conexão saudável. Gerando uma relação de confiança e respeito.

Na analogia feita pela Isa Minatel de atravessar uma ponte. Autoridade e afeto são os parapeitos. Sem eles a criança se sente insegura para atravessar a ponte.

Pais e professores são um farol no início da jornada de vida das crianças. Quando sua educação é pautada numa conexão saudável harmoniosa entre condução e afeto possivelmente gerara um adulto emocionalmente saudável e feliz.

Andrea dos Santos Leandro
Consultora em Harmonização de Espaços