terça-feira, 16 de junho de 2026

Resgatar o brincar na infância

 

Resgatar o brincar na infância

 

Parece estranho dizer vamos resgatar a brincar na infância. Mas com o excesso de uso de telas por parte das crianças, os jogos virtuais se tornaram muito interessantes e as outras brincadeiras e jogos perderam a graça para as crianças.

Com a atual legislação privando o uso de celulares nas escolas, muitas crianças voltaram a brincar ou pelo menos tentar. Porém, muitas não aprenderam ou sabem brincar e com isso acabam brigando ou não sabendo o que fazer no recreio das escolas. E brincar na rua ou com a turma da vizinhança em espaços abertos perto de casa é uma opção que os pais evitam por questões de segurança, aumentando ainda mais a distância da criança desenvolver a sua perspectiva do brincar.

O tédio e a frustração fazem parte do processo de amadurecimento, mas é frustrante nós adultos vermos que elas não conseguem se divertir ou brincar por conta própria. Nesse ponto podemos mostrar um caminho e depois deixar que elas naveguem. Então, que tal resgatar com as crianças brincadeiras e jogos da época que você era criança? Depois é deixar a imaginação para elas desenvolverem suas próprias brincadeiras.

Aliada a esta questão está a gestão das emoções. É preciso também ensiná-las a autorregular suas emoções para que possíveis momentos de explosão emocional não aconteçam e quando ocorrer saibam como voltar a calma. Com a prática recorrente conseguirão. Então, são duas faces da mesma fase de vida – brincar e relaxar na infância.

Cada vez mais temos crianças sendo tratadas de ansiedade, e acredito que atividades que envolvam o brincar e se relacionar de forma saudável com seus colegas pode ajudar e muito a diminuir os níveis de ansiedade. O que acha? Para evitar o excesso de medicalização quem sabe mais movimento e meditação (respirar devagar para se acalmar).


Andrea Leandro

Terapeuta Floral Sistêmica

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