Resgatar o
brincar na infância
Parece estranho
dizer vamos resgatar a brincar na infância. Mas com o excesso de uso de telas por
parte das crianças, os jogos virtuais se tornaram muito interessantes e as
outras brincadeiras e jogos perderam a graça para as crianças.
Com a atual legislação
privando o uso de celulares nas escolas, muitas crianças voltaram a brincar ou
pelo menos tentar. Porém, muitas não aprenderam ou sabem brincar e com isso
acabam brigando ou não sabendo o que fazer no recreio das escolas. E brincar na
rua ou com a turma da vizinhança em espaços abertos perto de casa é uma opção
que os pais evitam por questões de segurança, aumentando ainda mais a distância
da criança desenvolver a sua perspectiva do brincar.
O tédio e a frustração
fazem parte do processo de amadurecimento, mas é frustrante nós adultos vermos
que elas não conseguem se divertir ou brincar por conta própria. Nesse ponto
podemos mostrar um caminho e depois deixar que elas naveguem. Então, que tal
resgatar com as crianças brincadeiras e jogos da época que você era criança?
Depois é deixar a imaginação para elas desenvolverem suas próprias
brincadeiras.
Aliada a esta
questão está a gestão das emoções. É preciso também ensiná-las a autorregular
suas emoções para que possíveis momentos de explosão emocional não aconteçam e
quando ocorrer saibam como voltar a calma. Com a prática recorrente
conseguirão. Então, são duas faces da mesma fase de vida – brincar e relaxar na
infância.
Cada vez mais
temos crianças sendo tratadas de ansiedade, e acredito que atividades que
envolvam o brincar e se relacionar de forma saudável com seus colegas pode
ajudar e muito a diminuir os níveis de ansiedade. O que acha? Para evitar o
excesso de medicalização quem sabe mais movimento e meditação
(respirar devagar para se acalmar).
Andrea Leandro

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