Uma realidade que gostaríamos muito de mudar é a existência de ações violentas, atualmente conhecida como bullying quando acontecem no ambiente das escolas.
O bullying é um
termo em inglês derivado de bully (valentão ou
tirano), a lei brasileira defini como um conjunto de comportamentos
violentos sustentados por três pilares obrigatórios: Intencionalidade,
repetição e desequilíbrio de poder, isto é, a vítima se sente incapaz de se
defender.
Acredito ser
importante diferenciar conflito de atos violentos como o bullying. O conflito
vem de uma divergência entre duas pessoas ou grupo, pode ser um acontecimento
pontual. Dessa interação pode surgir crescimento pessoal e resolução que ambos
possam se satisfazer. Quando envolve a solução com violência, daí sim virá algo
passível de ações corretivas.
Dentro de um
contexto que se trabalha a cultura da paz nas escolas se incentiva a lidar com
os conflitos de forma saudável, com diálogo. Quanto mais cedo se aprende a
lidar assim com essas situações, no futuro desavenças podem ser evitadas.
O bullying pode
surgir por vários fatores, entre eles a falta de autorregulação emocional e ao
não conseguir se conter acaba machucando a si ou a outro, seja por palavras ou
ações. E quem está junto seja incentivando ou não ajudando a acabar com a violência,
também participa do ato.
É importante incentivarmos
a não permitir que a violência comece e se perpetue. A agressividade quando
usada como impulso de ação pode ser positiva, o problema é quando virá agressão
com dano para alguém.
Precisamos
aprender a lidar com nossas emoções e pensamentos. Quanto mais se pratica, mais
rapidamente consegue-se equilíbrio nas ações. Usar o potencial inerente de cada
um para a construção de um mundo onde as pessoas consigam lidar de forma
saudável com os conflitos.
Andrea Leandro
Criadora do Meditando com a Gurizada

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